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Aprovados na OAB: conheça o perfil socioeconômico

Estar entre os aprovados na OAB é o sonho de estudantes e graduados de Direito que estão fazendo a prova. Inclusive, as chances de passar são maiores na primeira do que na segunda tentativa.

Do total de pessoas que tentam, 40% passam na primeira vez, enquanto apenas 22% passam na segunda. A cada tentativa, os números decrescem.

Os dados são da pesquisa Exame de Ordem em Números, divulgada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora da prova desde 2010.

Além de mapear as aprovações por região, instituição e disciplina, o estudo também traçou o perfil socioeconômico dos candidatos aprovados na OAB entre o II e o XXIX Exame da Ordem.

Abaixo, trazemos as informações separadas por gênero, educação, escolaridade dos pais, etnia, ocupação e renda. Confira!

Aprovados na OAB: gênero

Segundo a pesquisa, a taxa geral dos aprovados na OAB é de 18,7%. Por gênero, ela fica dividida entre 18,9% para as mulheres e 18,5% para os homens. Ou seja, não há grande diferença.

Em relação aos inscritos, as diferenças também não são tão significativas. A divisão é de 58,4% de mulheres para 41,6% de homens. Em relação às aprovações, as mulheres são mais da metade, 58,9%, enquanto os homens são 41,1% dos aprovados na OAB.

Aprovados na OAB: educação

Os locais em que o candidato estudou antes do ensino superior também foram considerados relevantes para a pesquisa. Isso porque 27,6% dos aprovados no Exame cursaram até o ensino médio em escola particular, enquanto apenas 17,5% frequentaram apenas escolas públicas.

Ainda assim, os estudantes que frequentaram apenas a escola pública tiveram um desempenho superior em relação aos que fizeram a maior parte dos estudos na escola particular, mas também frequentaram a rede pública em certo momento. Para essa categoria, a taxa de aprovação foi de 16,2%.

Por outro lado, para o caso inverso – estudantes que cursaram o ensino público na maior parte do tempo, mas também estudaram em escola particular – a taxa foi de 11,5%.

Por fim, quem estudou em períodos iguais em escolas particulares e públicas teve a menor taxa de aprovação: 11,1%.

Aprovados na OAB: escolaridade dos pais

Filhos de pais com doutorado, mestrado ou pós-graduação têm as maiores taxas de aprovação: são 26,9% dos aprovados.

Portanto, esse dado demonstra que o cenário em que o candidato foi criado também é relevante, na medida que responsáveis que tenham tido acesso à educação influenciam na aprovação dos filhos.

Por outro lado, os menos aprovados são os filhos de pais analfabetos ou analfabetos funcionais. A taxa de aprovação foi a menor de todas, de 6,7%.

Em relação ao ensino superior completo, incompleto e para a educação até o ensino médio, os números não tiveram tanta diferença entre si.

Respectivamente, de acordo com a pesquisa, as taxas de aprovação foram de 21%, 18,3% e 19,3%. Aqui, merece destaque o valor 1% superior do ensino médio completo para o ensino superior incompleto.

Já para o ensino fundamental completo, a taxa foi cerca de 5% inferior. Mais precisamente os filhos de pais com essa escolaridade é de 14,7%.

Como foi traçado o perfil socioeconômico dos aprovados na OAB

Aprovados na OAB: etnia

A etnia dos candidatos também está entre os fatores analisados pela pesquisa. A maioria dos aprovados na OAB é branca. Segundo os dados, 20,7% deles são brancos, seguidos com pouca diferença entre si pelos pardos (16,8%) e amarelos (16,4%).

Indígenas são quem tem a menor taxa de aprovação, com 13%, enquanto os negros são o segundo grupo menos aprovado, com 14,5%.

No entanto, é importante levar em conta o quantitativo de inscritos por etnia. Nesse contexto, brancos também são maioria. Suas inscrições correspondem a 55,3% e as aprovações, a 61,2% do todo.

Já os amarelos são 1,5% dos inscritos e 1,3% dos aprovados. Pardos são quase 30% dos aprovados, enquanto negros e indígenas não ultrapassam os 10%.

Além disso, o estudo também leva em conta a linha tênue entre a definição de negro e pardo no Brasil. Para a pesquisa, foi levado em conta o fator da autodeclaração feita pelos candidatos.

Ainda nesse quesito, as porcentagens não refletem com exatidão as diferenciações.

Aprovados na OAB: ocupação

Para apurar esse dado, foi feita uma diferenciação entre os candidatos que apenas estudam e os que estão desempregados, isto é, que além dos estudos também procuram um emprego.

Quem teve a maior taxa de aprovação foram os estudantes que se dedicam apenas à graduação. Eles são 22,7%, seguidos pelos funcionários públicos, 20,6% dos aprovados na OAB.

Profissionais liberais e empresários também tiveram destaque, com 18,1%, seguidos por autônomos ou prestadores de serviço, com 14,5%. Também foram levados em conta os empregados no setor privado (17,2%) e outras ocupações, com 14,4% ao todo.

Os que têm menos aprovações são justamente os desempregados. Eles são 12,4% dos aprovados na OAB.

Aprovados na OAB: renda

Outro fator muito importante levado em conta foi a renda de cada participante. Enquanto todos os outros fatores tiveram um ponto fora da curva, os ganhos fixos seguiram foram completamente lineares.

Aqueles que ganham acima de 30 salários mínimos tiveram 30,8% de aprovação. Na ponta oposta, os candidatos sem renda declarada detém 9,5% das aprovações.

Entre 30 e 10 salários mínimos, a taxa de aprovação é de 28,7%;

De 6 a 10 é de 23,3%;

de 4,5 a 6 é de 21,8%;

de 3 a 4,5 é de 19,8%;

de 1,5 a 3 de 17,3%;

Por fim, até 1,5 de 14,1%.

 

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